domingo, 13 de fevereiro de 2011

O suicídio.

Às vezes não entendemos o real sentido da vida. É tanta coisa pela qual passamos que acabamos ficando em um estado pensativo querendo saber se realmente ‘vale a pena viver’ em um mundo de discórdias, no qual vivemos. Será que todo esse sofrimento tem algum fundamento? No meu entender tem, porém, muitos pensam o contrário. E quando chegam ao limite, no extremo de sua tolerância para com a vida, é onde pode surgir o suicídio.



Gerado pelo desgosto por si próprio, o suicídio chega à mente da pessoa através de todos os atos que a vida lhe fez passar. Todo esse acúmulo de aborrecimento derruba de certa forma, fazendo-a chegar a um estágio onde uma coisa boba e minúscula que possa acontecer se torne o suficiente para que ela exploda e acabe de vez com todos os problemas se matando. É como um balde de água cheio: basta uma gota para fazer com que vaze. E vários são os motivos que podem levar qualquer um a tomar tal horrenda decisão. Brigas, doenças, arrependimentos, vergonha de si mesmo... Qualquer um desses ou até mesmo todos juntos, afinal, não há limites na mente para desgostos. Basta apenas aquela ‘gota d’água’. E todos esses dissabores que muitas vezes levam ao suicídio só podem ser resolvidos por uma pessoa só: ela mesma com uma arma chamada coragem que Deus nos fornece para enfrentar essa batalha contra os problemas.



Por que a coragem? Porque um ato de suicídio é a pior forma de covardia que o ser humano possa cometer. Se for covarde é porque falta coragem, obviamente. E coragem pra que? Para enfrentar os problemas com cabeça erguida e paciência, na esperança e fé em Deus de que tudo é passageiro e serve de experiência para aprendermos e evoluirmos de forma continuada, na reta do progresso infinito.



Dessa maneira, a pessoa consegue dar combustível à vida que não tem preço, tamanho o seu valor. Ela simplesmente vale mais do que qualquer coisa que exista. É insubstituível. Se problemas lhe surgem, é porque por alguma razão é necessário que seja assim, por algum motivo que nos fará melhores ali na frente. Como estamos em uma terra de provas a expiações, tudo o que passamos serve para se tirar experiência e evoluir moralmente, assim como intelectualmente, servindo de base para não cometer os mesmos erros no futuro. Ninguém vem nesse mundo APENAS para alegrias, regalias e bons-proveitos. Temos também os maus momentos que são os obstáculos para chegar aos bons. E quando obtemos os bons, é sinal que conseguimos superar as nossas barreiras.



Portanto, nunca deixe a peteca cair. Enfrente sempre os problemas, por mais duros que sejam. Quem de nós pode afirmar com propriedade que toda uma vida está arruinada e que nada pode mudar para melhor? Ninguém sabe! O problema é que muitos não pensam assim, e nem mesmo acreditam. Mas, de qualquer maneira, faço aqui a minha parte passando essa mensagem, que independente de crenças e religiões, pode consolar um coração.



Lute! Se tirar todos os proveitos bons que estão ocultos por trás de tudo que venha a ser ruim, terás uma bela recompensa no futuro: uma vida feliz, de coração limpo e mente esclarecida.


Antes de tomar uma atitude dessas, pense em quantas pessoas neste mundo estão bem piores... Muitas sem ter nada para comer, vestir... Sem um lar... Doentes... E permanecem lutando e agradecendo a Deus por tudo o que acontece, até pela sua péssima situação, porque sabem que possuem um tesouro que vale mais que tudo isso: a vida.





Vinícius Pereira.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Perda de entes...

É completamente difícil superar a dor da perda de quem amamos. Torna-se uma missão complicada porque a falta da presença da pessoa nos traz muitas lembranças e sofremos com isso. Tanto humanos como animais de estimação. Às vezes, esbravejamos com Deus porque levou uma alma tão amada e fica classificado como injusto. Choramos, lamentamos, enfim... Faz mal até para o próprio desencarnado.
Façamos um breve exercício de imaginação para exemplificar: um filho está em um país totalmente distante da sua mãe a trabalho, tocando uma vida corriqueira. Ela, triste com a falta do filho, lamenta e chora freqüentemente. O filho, por sua vez, sabe disso e não pode fazer absolutamente nada a não ser, de longe, acalentar o coração de sua mãe, mas a mesma continua a chorar. O amor entre ambos é imenso, mas o filho, como não pode largar a sua vida profissional, sofre por causa de sua mãe nesse estado e gostaria que ela relaxasse por ele está bem, apenas distante.
Assim o é com a espiritualidade. Da mesma maneira que o filho sofre por saber que sua mãe, preocupada, lamenta a sua falta, os espíritos também com aqueles que o deram amor enquanto na Terra (amor esse que nunca acabará). Quando, exemplificando mais uma vez, uma mãe perde o seu filho, o mundo praticamente acaba, não sente nem razão de viver. O filho, agora em espírito, chora e se entristece de ver sua amada mãe sofrendo sem poder fazer nada e muitas vezes o atrapalhando para tomar seu devido rumo, porque basta o pensamento para o espírito se aproximar. O máximo que ele pode fazer é mandar mensagens através da mediunidade com o intuito de acalentar o coração da mãe e dizer que está tudo bem, mas para isso, é preciso que ele se recupere de sua transição. E toda essa lamentação momentânea muitas vezes o atrapalha para se elevar. E assim age toda a espiritualidade: filho, pais, netos, avós, tios, amigos e até mesmo animais.
O melhor a fazermos, na ausência material (porque espiritual se faz presente), é orar, fazer preces que são recebidas com muito carinho e necessário a qualquer espírito, afinal, são boas vibrações que mandamos. Lembrarmos deles com memórias agradáveis, transformar toda essa saudade em amor eterno e que um dia irão se ver novamente: espíritos afins nunca se separam ou afastam. Quando é necessária a reencarnação para resgatar “débitos” de outra vida, voltam sempre no mesmo meio familiar ou então o destino se encarrega de fazer as pessoas se cruzarem. Eles também estarão felizes com isso, porque não há nada para se preocupar e eles estão sempre fazendo o que podem ao nosso alcance para nos proteger e auxiliar.

Vinícius Pereira

segunda-feira, 2 de março de 2009

Amizade...

Amizade, uma das mais preciosas coisas que o ser humano possa ter na face da terra para com outra pessoa. É algo magnífico, o amor e cumplicidade pelo próximo a quem chamamos de amigo. Podem ocorrer chuvas e tempestades que não serão suficientes para abalar toda a estrutura forte e solidificada construída por ambas as partes. É resistente e nunca se destrói, permanecendo nas vidas seguintes quase sempre. É estranho como às vezes, na primeira vez que conversamos com uma pessoa, sentimos uma identificação tão grande. Não falo em termos de paixão ou atração física, mas de “ir com a cara”. Apenas gostamos. Para quem acredita, lembre-se que possam existir laços espirituais envolvidos. Espíritos que em outras vidas foram amigos, ou da mesma família, e retornam graças ao destino (Deus) que cruzou seus caminhos, fazendo se reencontrar.
Enquanto escrevo, paro e mergulho profundamente nos meus pensamentos e lembro de meus amigos, os quais agradeço a Deus por tê-los colocado ao meu lado. São eles que estão sempre comigo para partilhar alegrias e tristezas como eu estarei lá também. Retribuição pelo que me fazem? Até que sim, porém de uma forma espontânea e prazerosa demonstrando a gratidão porque a amizade é recíproca, nunca visando interesses futuros. E como não há dívidas entre amigos, não há também motivos para cobrança. A partir do momento em que se cobra algo é sinal que está caminhando erroneamente.
Preserve seus amigos. Muitas vezes, consideramos um como irmão (a). Por mais que algum ponto esteja começando a dar errado ou possa ter chateado, o melhor é esclarecer. Amigo tem a liberdade de chegar no outro e ser sincero para contar o que está sentindo e percebendo. Quando você começa a ficar chateado, não fala absolutamente nada e simplesmente muda seu comportamento para com ele (a), começa a gerar a falsidade que é totalmente o oposto da amizade, só porque você não se esclareceu e acreditou em algo que por muitas vezes possa ser um “mal-entendido”. Amizades verdadeiras não morrem porque aqueles que a constroem não a deixam sucumbir: tiram experiências de tudo o que passaram para não errar no futuro. E também, amigo ama o outro sem se preocupar com preconceitos ou pensamentos maliciosos dos demais a sua volta. Ama e pronto, independente de sexo, cor, religião ou o que quer que seja, porque esse amor é pelo ser humano e não por paixão... como de pai, mãe, irmão, enfim...
O que importa na amizade é o fraterno sentimento sincero e real de um para o outro e isso é o que a torna verdadeira, na essência da palavra.

Vinícius Pereira.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Anjos de Guarda

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?
Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.
Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.
Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.
Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.
O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.
E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.
Ou para quem caminha só nas estradas do Mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.
Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.
Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.
É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.
É ele que nos sussurra aos ouvidos: 'Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!'
Ou nos incentiva: 'Vá em frente! Esforce-se! Estou com você!'
É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.
Foi Deus quem aí o colocou. E ele permanece por amor de Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.
Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.
Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.
Sua ação é sempre regulada, porque, se fôssemos simplesmente teleguiados por ele, não seríamos responsáveis pelos nossos atos.
Também não progrediríamos, se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.
O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem se confia a suas próprias forças.
E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.
Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.
Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.
E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.

Pense nisso!

Você pode ter se transviado no Mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.
Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.
Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.
Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.
Pense nisso!


Redação do Momento Espírita, com base nos itens 492, 495 e 501 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Sophia S'miorin